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Iniciado em março de 2006, o projeto Open Business Models (Modelos de Negócios Abertos América Latina) tem o objetivo de identificar e difundir modelos inovadores de produção e distribuição nos quais o livre acesso às obras produzidas, o uso de tecnologias digitais, a sustentabilidade econômica e a descentralização das oportunidades de inserção no mercado convivem e reforçam-se de maneira equilibrada.

Realizado pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV DIREITO RIO, em parceria com o Instituto Overmundo e o apoio do IDRC – International Development Research Centre, entidade da Coroa Canadense que trabalha em colaboração com pesquisadores de países em desenvolvimento, o projeto inaugura este site em abril de 2011 para reunir e difundir os resultados das duas fases do projeto realizadas até agora, publicados originalmente no site Overmundo, assim como as discussões futuras sobre Open Business.

Na primeira fase do projeto, realizada entre 2006 e 2007, houve pesquisas no Brasil, Colômbia, Argentina, México e Nigéria. Foram mapeados cerca de 40 casos de “negócios abertos”: 22 no Brasil, 6 no México, 4 na Colômbia, 4 na Argentina e 1 na Nigéria. No Brasil, destaca-se o estudo sobre a cena tecnobrega de Belém do Pará, que mostrou o surgimento de um novo modelo de negócio em uma periferia brasileira. O caso da indústria cinematográfica da Nigéria também merece ser mencionado.

A segunda fase do projeto, realizada entre 2009 e 2011, trouxe à tona cerca de 25 novos casos no Brasil, todos realizados pela rede de colaboradores do Overmundo. Nesta segunda fase, devem ser destacadas também as pesquisas sobre a Cumbia Villera, na Argentina, e a Champeta, na Colômbia. Vale ressaltar que o conceito de “negócio aberto” é considerado como “modelo ideal”, e que os casos mapeados se adéquam em maior ou menor grau a este modelo. Todos eles, no entanto, nos ajudam a refletir sobre as enormes transformações por que passam a produção e a circulação da cultura com a maior disseminação das novas tecnologias.

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